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figma lança o specs para guiar agentes de ia pelo jeito de design da sua marca

no primeiro Config da Índia, a empresa apresentou ferramentas para a ia seguir as regras do design.

Redação simplai14 out 2026 · 3 min de leitura
imagem: Figma, divulgação

A inteligência artificial já consegue criar telas e páginas. O desafio, para quem cuida de marca, é fazer com que ela siga as regras da empresa em vez de inventar um estilo a cada pedido. Em 14/10/2026, a Figma apresentou novidades justamente nessa direção.

o que aconteceu

A Figma anunciou recursos para agentes durante o seu primeiro evento Config na Índia. A principal novidade é o Figma Specs, um editor baseado em Markdown (um formato simples de texto) em que as equipes escrevem a sua linguagem de design. Ele pode ser um arquivo separado ou ficar dentro da tela de criação, e pode se ligar a elementos do design e incorporar diagramas, camadas de código e telas. Tanto as pessoas quanto os agentes podem consultar o documento durante o trabalho.

Outra mudança é a centralização do contexto: as equipes podem reunir bibliotecas de design, bibliotecas de código e diretrizes para organizar o seu sistema de design, e os agentes usam essas informações para respeitar as regras da marca. A Figma também ampliou o acesso ao agente que trabalha direto na tela e está adicionando ferramentas para tornar mais previsíveis as respostas, que por natureza variam.

As camadas de código (code layers) entraram em beta aberto, depois de um teste fechado em junho. Elas permitem acrescentar código aos desenhos para criar protótipos interativos, e o usuário pode pedir ao agente para converter um design em código ou editar partes dele. A conexão com agentes via MCP passou a aceitar mais de 20 novas ferramentas, entre elas Open Code, Dia, Meta Muse e Sarvam. Por fim, a Figma está integrando a Payload, um sistema de gerenciamento de conteúdo que adquiriu no ano passado, ao Figma Make, para gerar sites dinâmicos e administrar conteúdo.

A diretora de design da empresa, Loredana Crisan, disse que a IA aumentou muito a produção de código, mas que boa parte dele serve para exploração e não para ser lançado.

o que muda para a sua empresa

Mesmo que a sua empresa não use a Figma, a ideia por trás da novidade vale para qualquer negócio: de nada adianta ter uma IA que cria rápido se ela não conhece as regras da marca. Quem escreve com clareza como a empresa se apresenta consegue resultados mais coerentes, seja com um designer, uma agência ou uma ferramenta.

O movimento também mostra que design e site estão cada vez mais próximos: o mesmo ambiente passa a cuidar da tela, do código e do conteúdo. Para o dono de um negócio, isso pode significar ciclos mais curtos entre ter uma ideia, ver um protótipo e publicar. Mas há cuidados:

  • Protótipo não é produto final: a própria Figma reconhece que muito código gerado serve para explorar ideias. Antes de ir ao ar, é preciso revisão técnica, teste e cuidado com velocidade e acessibilidade.
  • Regras escritas valem ouro: um guia de marca simples e atualizado evita retrabalho com qualquer parceiro.
  • Quem decide é a pessoa: a IA propõe; a aprovação final do que representa a marca continua sendo da empresa.

o que fazer nesta semana

Você pode aplicar o conceito sem ferramenta nova nenhuma:

  • Escreva em uma página o "manual de bolso" da marca: cores, fontes, tamanho mínimo do logotipo, tom das frases e exemplos do que não fazer.
  • Reúna os melhores exemplos de peças e telas já aprovadas, para servirem de referência a quem criar algo novo.
  • Se o seu site é antigo, anote três problemas que os clientes mais comentam, como lentidão no celular, botões difíceis de achar ou textos confusos.
  • Pergunte à agência ou ao freelancer que cuida do seu site como ele pretende usar IA e como a revisão será feita.

O recado da Figma é que a IA funciona melhor quando recebe regras claras. Para a sua empresa, o primeiro passo não é tecnológico: é colocar no papel o que torna a sua marca reconhecível.

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